06/02/11

A Entrevista, a grelha, a troca e a reanálise


A elaboração do guião em equipa resultou bem, mas já não poderei dizer o mesmo quanto à do guião final inter-equipas - geraram-se alguns solilóquios (bem intencionados, mas não deixaram de sê-lo) e alguns quilómetros de comentários fundamentados, embora sem grande interacção, tendo-se tornado a actividade mais confusa de todas as propostas até aqui. A versão final teve um parto algo forçado, o que se tornou positivo apenas porque teve um fim, que já tardava e enjoava. Tenho de ser dura porque a construção do guião podia ter-nos feito ganhar tempo para a tarefa de campo - a entrevista em si - e isso não se verificou.
Quanto à realização da entrevista devo confessar que seleccionei uma entrevistada interessante pelo que a transcrição deu algum prazer; foi uma entrevista com conteúdo e não excessivamente difícil de categorizar em grelha.
A troca de entrevistas agradou-me particularmente, na medida em que pude trabalhar sobre uma entrevista que não a minha (neste caso, a do Octávio), permitindo assim um pouco mais de treino (que soube a pouco) nas categorias, sub-categorias e indicadores/unidades de registo, revelando-se este último aquele no qual senti mais dificuldade, razão pela qual fiz mais alguma pesquisa bibliográfica, designadamente http://learningstore.uwex.edu/assets/pdfs/g3658-12.pdf . Quando verifiquei a análise do Octávio  tive o grato prazer de verificar que não tínhamos grandes divergências; enquanto inter-codificadores penso que a validação foi alcançada.